A tua autenticidade, o teu ser, a tua alma,
São como palavras, frases, lindas, que alguém escreveu.
São as tardes cinzentas que mais me mostram o teu sol,
São as manhãs quentes qe re (inventam) o meu sorriso, a teu lado.
Mil obrigados seriam em vão.
Tens-me como ninguém...
E acreditas em mim, e lutas por mim, e és por mim .
E eu sou primeiro, e eu, e eu ...
E tu, doce alma ?
Esqueceste-te de ti ! Esqueceste-te de guardar forças para ti ...
De que me vale, em vão, abraçar-te, se a tua alma evapora os teus sentidos ?
Meu amor, a carruagem não vai parar,
Nada vai mudar,
Vamos ser sempre tu e eu ...
Mas sê mais tu para ti .
Para seres tu para mim, e eu para ti.
E nós para nós.
A brisa nos nossos cabelos vai tocar,
E em breve vamos apagar,
Esta sede enorme de desconhecido!
A ti, meu anjo de todas as horas.
Este vento que sopra do norte, é uma sutura entre nós…
Foi no despertar da manhã... aquela que outrora me fizera sentido, que a fatal realidade foi tomada em mim… não é um vazio, não é um nada ou o nada, é qualquer coisa que não sei explicar, como tantos porquês desta vida. É como aceitar que sou uma mera discípula de um Factum carente de novos ideais… como se não fosse suficiente. E não foste uma condição necessária e agora és uma necessária condição… como o ar que respiro, e parece já não ser o mesmo, parece já não encher os meus pulmões, já de mim gastos. E vais… afirmando-te. E não és uma página, nem um livro, nem uma palavra... e não és a minha página, nem fazes parte do meu livro, nem uma palavra dissimulada és. E eu fico com as histórias, os fracassos, os desgostos, e tu olhas mais alto, e cada vez mais alto, como um robô, que não sente… que não vive. E eu vou procurar-te, num outro rol de fracassos, como já habituei o mundo…e não importa quem fui, quem sou, quem serei, pois… o mundo, a grande certeza, desfaz-se, num desentender de palavras, na falta de explicações, na falta das certezas, na falta da palavra, na falta do momento, na falta de intenções, na falta do carinho… na falta do amor…
E não importa o que tu, ou o mundo, pensam ...
A desmedida de todas as coisas
É a minha própria medida,
É a vontade
E a vitória.
O rasgar do silêncio
Por trás do barulho...
É a realização,
O calar e o gritar.
É morrer e renascer.
A medida do mundo, sou eu,
És tu, somos nós e vós.
A medida das coisas,
É e não é .
E é agarrar-te, e é ter-te...
Oh doce liberdade...
És uma alma velha,
Um porto,
Um antigo farol,
Uma bonita existência.
És um vazio, tão cheio...
És uma razão,
Surpreendes
A cada gesto, a cada beijo,
Ja não és tanto
Aquela névoa, que, tantas vezes,
E por tanto tempo
Cobriu a forma de ver o mundo.
E continuas a sê-lo
E, porém, não o és, em nenhum sentido.
És o reafirmar
Da música que me enche os ouvidos,
E tu ouves,
E tu vibras,
E tu danças,
E tu és,
E só assim sabes ser,
E só assim me és.
Foi nas páginas brancas,
Os erros,
São como àgua...
E a sede
É infinita!
Perdi-me...
Não sei onde é o Norte,
O Este e o Oeste...
E o Sul,
Aquele que me acolheu.
Já não é mais...
Que um trecho...
De uma qualquer música
Cujo tema seja:
Amar para sempre...
Um hino,
Tão mais badalado,
Como o sino da igreja
Na hora que se marca a sentença...
Falhei,
E agora,
É já tarde demais...
Doi muito mais a frieza da indiferença
Que o calor da tua ausência...
Acolhida por aqueles que amam,
E valorizam a minha própria existência !
Inspiração …
A espera é um compasso,
Um espasmo da vida .
Um senão de contradições ...
O sol que trespassa
A janela.
Mostra-nos mais um dia...
E que dias !
São momentos puros,
Repletos do doce sabor
Que a vida nos consegue oferecer.
A espontaniedade
De cada momento,
Cresce em mim
Com toda a verdade
Que tudo é ! E o
Poderá é engolido
Pelos lençois.
Numa manhã de Abril ...
"Olhos que não vêem
Coração que não sente"
Palavras vãs,
Ilusão.
"Maior cego é
Aquele que não quer ver".
Quimera de emoções,
Poço de saudade,
Horizonte de dor.
A Falta move montanhas,
E o Amor, galáxias.
Eu disse "está tudo bem", "tudo passa";
Os erros, as falhas,
Bolas!
Coincidências, Problemas,
Irresponsabilidade.
Pessoas com quem contar,
Pessoas a quem contar.
Extremos. Visões, "Déjà vu",
Olhos pesados, Cansaço.
Dor. Apenas Dor.
Desculpa a preocupação,
Errar é um vício .
Palavras, frases
Ditas em vão,
Ditas por quem não as soube dizer.
A ilusão da partida,
A certeza da chegada…
São agora, inevitáveis,
Como aquilo que tenho para te dizer.
Faltam as convicções,
Faltam os termos,
As maneiras,
A moral e a ética.
Falta-me aquilo que te mantém.
E manter-te não é um privilégio,
É um querer!
Porque te quis e te quero,
Porque a ilusão alimenta,
A boca do não amado
Passado.
Como aquilo que és e aquilo que foste.
Vai, a Primavera chega.
E com ela,
Todo o sol,
Que marca o inicio,
Daquilo que serei…
Fazes-me transpirar palavras que nunca pensei escrever.
Trocas-me as voltas,
Metes-me à deriva.
Não sei o caminho,
Não sei como voltar para trás...
Mas para quê voltar?
Amo este pequeno grande mundo,
Em que me conseguiste pintar.
Faço o que for preciso para não abandonar,
Este imaginário repleto de cor.
Ilumina sempre a minha estrada,
Peço-te que me mostres
Qual o rumo a tomar.
Não quero perder-me
Quero-te conseguir alcançar
As ruas sem saída,
As estradas escuras,
Os becos...
São vazios,
Tal como eu.
Escondem-nos nas acções,
Não têm gravidade,
Não existe vida humana.
As ruas sem saída,
Escuras,
São precalços na nossa caminhada,
São erros, infortúnios.
Não podemos voltar para trás,
Contorná-los é a solução.
Fazendo-nos ver,
De todas as vezes,
Aquilo que de pior somos.
As ruas sem saída,
São labirintos,
Onde não me perco,
Nem me encontro.
São passagens,
São boémias,
São carnais!
Porque a Jo gostou ...
É nas horas que me perco,
É nos dias que não me encontro.
É todo este tempo,
Que se diz efémero,
Que passam, inifinitamente,
Anos...
E mais anos...
Porque os anos são relativos,
E eu sou relativa.
Até são relativas estas mãos com que escrevo .
E não há mais esperança
Porque simplesmente se perdeu
Na relatividade que se chama tempo.
Saudade,
Dor! Dor imensa!
Sensações descomedidas,
Amores sem rumo...
Ó meu querido azul,
Mar de mágoas,
Traz-me histórias de amor,
Mata-me a ansiedade !
Afogo os meus desejos em ti,
Grito e esperneio
Choro lágrimas de sangue,
Só para te ter...
Agonia-me,
Esta sede de impossivel.
Este amar e não amar,
Entregar-me e nunca ser tua.
Vem pequeno anjo,
Leva-me a alma,
O espírito.
O corpo apodreceu,
E em toda esta saudade,
Cada vez sou menos "eu"
A espera é agoniante
Concentro as minnhas forças
Numa existência que não conheço.
E descalço os sapatos,
Na esperança que o chão,
Aquele que ainda me sente,
Fria, tal como me deixaste,
Me leve a novos horizontes.
Repugno a tua,
E a minha própria existência.
Pois, só assim consigo sobreviver.
A lembrança é cruel .
E o amor, de juras infinito,
Morreu,
Como a flor na chegada do Inverno
. Vento
. Destino
. És
. Espasmo
. Abril
. Certeza
. Sentido
. Luz ?
. Horas
. Anseio
. A espera, o horizonte, o ...