Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Presente que flutua

A tua autenticidade, o teu ser, a tua alma,

São como palavras, frases, lindas, que alguém escreveu.

São as tardes cinzentas que mais me mostram o teu sol,

São as manhãs quentes qe re (inventam) o meu sorriso, a teu lado.

Mil obrigados seriam em vão.

Tens-me como ninguém...

E acreditas em mim, e lutas por mim, e és por mim .

E eu sou primeiro, e eu, e eu ...

E tu, doce alma ?

Esqueceste-te de ti ! Esqueceste-te de guardar forças para ti ...

De que me vale, em vão, abraçar-te, se a tua alma evapora os teus sentidos ?

Meu amor, a carruagem não vai parar,

Nada vai mudar,

Vamos ser sempre tu e eu ...

Mas sê mais tu para ti .

Para seres tu para mim, e eu para ti.

E nós para nós.

A brisa nos nossos cabelos vai tocar,

E em breve vamos apagar,

Esta sede enorme de desconhecido!

 

 

 

A ti, meu anjo de todas as horas.

 

 



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Sábado, 10 de Outubro de 2009
Vento

Este vento que sopra do norte, é uma sutura entre nós…

É um ligar de analogias e antíteses, um crer em algo superior a nós, existência, e para mim, Deus não existe, assim como qualquer Deus, assim consequentemente qualquer definição de Perfeição.
E este vento sopra perfeito…, arrastando-nos em pensamentos e sensações, tão únicas, porém de longe, perfeitas. E o vento é inspirado por nós, como a lufada de ar dada após o longo mergulho, como se estivéssemos submersos tentando viver esta triste realidade que uns chamam existência, e que tivéssemos como que atingido um nível superior: a superfície, apenas visível para os puros de coração…, mas eu não sou pura, nem tão pouco perfeita e ainda menos sou, sendo. Porém aqui estou, e aqui estamos, e a meta nunca ultrapassada é hoje uma folha roxa e amarela, fraca, trazida pelo vento, numa canção de criança.


publicado por pseudo-escrita às 15:07
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Destino

Foi no despertar da manhã... aquela que outrora me fizera sentido, que a fatal realidade foi tomada em mim… não é um vazio, não é um nada ou o nada, é qualquer coisa que não sei explicar, como tantos porquês desta vida. É como aceitar que sou uma mera discípula de um Factum carente de novos ideais… como se não fosse suficiente. E não foste uma condição necessária e agora és uma necessária condição… como o ar que respiro, e parece já não ser o mesmo, parece já não encher os meus pulmões, já de mim gastos. E vais… afirmando-te. E não és uma página, nem um livro, nem uma palavra... e não és a minha página, nem fazes parte do meu livro, nem uma palavra dissimulada és. E eu fico com as histórias, os fracassos, os desgostos, e tu olhas mais alto, e cada vez mais alto, como um robô, que não sente… que não vive. E eu vou procurar-te, num outro rol de fracassos, como já habituei o mundo…e não importa quem fui, quem sou, quem serei, pois… o mundo, a grande certeza, desfaz-se, num desentender de palavras, na falta de explicações, na falta das certezas, na falta da palavra, na falta do momento, na falta de intenções, na falta do carinho… na falta do amor…

 

E não importa o que tu, ou o mundo, pensam ...



publicado por pseudo-escrita às 14:57
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Liberdade

A desmedida de todas as coisas

É a minha própria medida,

É a vontade

E a vitória.

O rasgar do silêncio

Por trás do barulho...

É a realização,

O calar e o gritar.

É morrer e renascer.

A medida do mundo, sou eu,

És tu, somos nós e vós.

A medida das coisas,

É e não é .

E é agarrar-te, e é ter-te...

Oh doce liberdade...



publicado por pseudo-escrita às 22:18
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Domingo, 17 de Maio de 2009
És

És uma alma velha,

Um porto,

Um antigo farol,

Uma bonita existência.

És um vazio, tão cheio...

És uma razão,

Surpreendes

A cada gesto, a cada beijo,

Ja não és tanto

Aquela névoa, que, tantas vezes,

E por tanto tempo

Cobriu a forma de ver o mundo.

E continuas a sê-lo

E, porém, não o és, em nenhum sentido.

És o reafirmar

Da música que me enche os ouvidos,

E tu ouves,

E tu vibras,

E tu danças,

E tu és,

E só assim sabes ser,

E só assim me és.



publicado por pseudo-escrita às 18:06
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
e nunca soa a fim .

Foi nas páginas brancas,

Que a história foi contada,
As certezas iludidas,
As certezas falhadas.
 
Foram as noites de Primavera,
As manhãs de amor,
A quimera,
O calor…
 
Foi a inspiração,
Trazida pelos lençóis.
Foi a separação…
Consentida pelos dois.
 
É o aperto no coração,
A dor na alma,
É o forte turbilhão,
Que parece não trazer nunca calma.

 

 

 



publicado por pseudo-escrita às 21:06
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Som do Silêncio

Os erros,

São como àgua...

E a sede

É infinita!

 

Perdi-me...

Não sei onde é o Norte,

O Este e o Oeste...

E o Sul,

Aquele que me acolheu.

Já não é mais...

Que um trecho...

De uma qualquer música

Cujo tema seja:

Amar para sempre...


Um hino,

Tão mais badalado,

Como o sino da igreja

Na hora que se marca a sentença...


Falhei,

E agora,

É já tarde demais...



publicado por pseudo-escrita às 19:08
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Domingo, 19 de Abril de 2009
Alma Gelada

Doi muito mais a frieza da indiferença

Que o calor da tua ausência...

Acolhida por aqueles que amam,

E valorizam a minha própria existência !



publicado por pseudo-escrita às 03:06
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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Inspiração - Resposta

Inspiração …

Quando falta,
São muito mais que folhas em branco,
Muito mais que linhas por preencher,
Bem mais que uma caneta por pegar,
E tão menos que tinta por gastar.
É a alma que está gasta…
E a espera é em vão.
Os raios de luz, longe,
E o nevoeiro que nos queima a vista,
E nos tira o folgo…
Sensações e Emoções.
Paradigmas,
Ilusões.
A Inspiração, é
Muito mais que uma fatia…
É o todo.
Nem teu, nem meu.
Talento e palavras tua…
São água para a minha sede.


publicado por pseudo-escrita às 21:42
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Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Espasmo

A espera é um compasso,

Um espasmo da vida .

Um senão de contradições ...



publicado por pseudo-escrita às 23:41
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Domingo, 12 de Abril de 2009
Abril

O sol que trespassa

A janela.

Mostra-nos mais um dia...

E que dias !

São momentos puros,
Repletos do doce sabor

Que a vida nos consegue oferecer.

A espontaniedade

De cada momento,

Cresce em mim

Com toda a verdade

Que tudo é !  E o

Poderá é engolido

Pelos lençois.

Numa manhã de Abril ...



publicado por pseudo-escrita às 02:18
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Sábado, 11 de Abril de 2009
Meras Palavras

"Olhos que não vêem

Coração que não sente"

Palavras vãs,

Ilusão.

"Maior cego é

Aquele que não quer ver".

Quimera de emoções,

Poço de saudade,

Horizonte de dor.

A Falta move montanhas,

E o Amor, galáxias.



publicado por pseudo-escrita às 23:24
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
Outro Lado

Eu disse "está tudo bem", "tudo passa";

Os erros, as falhas,

Bolas!

Coincidências, Problemas,

Irresponsabilidade.

Pessoas com quem contar,

Pessoas a quem contar.

Extremos. Visões, "Déjà vu",

Olhos pesados, Cansaço.

Dor. Apenas Dor.

Desculpa a preocupação,

Errar é um vício .



publicado por pseudo-escrita às 00:15
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009
Certeza

 

Palavras, frases

Ditas em vão,       

Ditas por quem não as soube dizer.

A ilusão da partida,

A certeza da chegada…

São agora, inevitáveis,

Como aquilo que tenho para te dizer.

Faltam as convicções,

Faltam os termos,

As maneiras,
A moral e a ética.

Falta-me aquilo que te mantém.

E manter-te não é um privilégio,

É um querer!

Porque te quis e te quero,

Porque a ilusão alimenta,

A boca do não amado

Passado.

Como aquilo que és e aquilo que foste.

Vai, a Primavera chega.

E com ela,

Todo o sol,

Que marca o inicio,

Daquilo que serei…

 



publicado por pseudo-escrita às 14:09
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Domingo, 5 de Abril de 2009
Sentido

 

Fazes-me transpirar palavras que nunca pensei escrever.

Trocas-me as voltas,

Metes-me à deriva.

Não sei o caminho,

Não sei como voltar para trás...

Mas para quê voltar?

Amo este pequeno grande mundo,

Em que me conseguiste pintar.

Faço o que for preciso para não abandonar,

Este imaginário repleto de cor.

Ilumina sempre a minha estrada,

Peço-te que me mostres

Qual o rumo a tomar.

Não quero perder-me

Quero-te conseguir alcançar

 

 



publicado por pseudo-escrita às 23:25
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
Luz ?

As ruas sem saída,

As estradas escuras,

Os becos...

São vazios,

Tal como eu.

Escondem-nos nas acções,

Não têm gravidade,

Não existe vida humana.

As ruas sem saída,

Escuras,

São precalços na nossa caminhada,

São erros, infortúnios.

Não podemos voltar para trás,

Contorná-los é a solução.

Fazendo-nos ver,

De todas as vezes,

Aquilo que de pior somos.

As ruas sem saída,

São labirintos,

Onde não me perco,

Nem me encontro.

São passagens,

São boémias,

São carnais!

 

 



publicado por pseudo-escrita às 01:42
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Horas

Porque a Jo gostou ...

 

É nas horas que me perco,

É nos dias que não me encontro.

É todo este tempo,

Que se diz efémero,

Que passam, inifinitamente,

Anos...

E mais anos...

Porque os anos são relativos,

E eu sou relativa.

Até são relativas estas mãos com que escrevo .

E não há mais esperança

Porque simplesmente se perdeu

Na relatividade que se chama tempo.



publicado por pseudo-escrita às 00:07
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Anseio

Saudade,

Dor! Dor imensa!

Sensações descomedidas,

Amores sem rumo...

Ó meu querido azul,

Mar de mágoas,

Traz-me histórias de amor,

Mata-me a ansiedade !



publicado por pseudo-escrita às 00:02
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Pequeno anjo

Afogo os meus desejos em ti,

Grito e esperneio

Choro lágrimas de sangue,

Só para te ter...

 

Agonia-me,

Esta sede de impossivel.

Este amar e não amar,

Entregar-me e nunca ser tua.

 

Vem pequeno anjo,

Leva-me a alma,

O espírito.

 

O corpo apodreceu,

E em toda esta saudade,

Cada vez sou menos "eu"



publicado por pseudo-escrita às 23:59
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A espera, o horizonte, o Indefinido

A espera é agoniante

Concentro as minnhas forças

Numa existência que não conheço.

E descalço os sapatos,

Na esperança que o chão,

Aquele que ainda me sente,

Fria, tal como me deixaste,

Me leve a novos horizontes.

 

Repugno a tua,

E a minha própria existência.

Pois, só assim consigo sobreviver.
A lembrança é cruel .
E o amor, de juras infinito,

Morreu,

Como a flor na chegada do Inverno



publicado por pseudo-escrita às 23:53
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